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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

É bom que falemos de pão...

 Há alguns dias aconteceu um evento em São Paulo na Livraria Cultura onde reuniram-se alguns padeiros de renome, para falar de um assunto que conhecem bem, mas que pouco se fala. O Pão.
 Fazer um evento, um debate para se falar do simples pãozinho já é um alento, muito positivo mesmo.Na verdade, não temos no Brasil uma cultura dos pães. Temos uma série de excelentes revistas culinárias no país e apesar de algumas delas estarem no mercado há dez ou vinte anos, pouco ou quase nada abordaram até aqui para falar do pão. Há hoje em todas elas um caderno, um encarte, uma quase nova revista com dezenas de páginas para se falar de vinhos, formamos enólogos, sommeliers e os padeiros, estes sempre serão tratados como padeiros, simples padeiros?
Mas como ser um bom padeiro sem ingredientes que nos levem ao bom pão. A vinicultura nacional investe pesado em novas tecnologias e já podemos degustar excelentes vinhos nacionais graças às pesquisas, investimentos e estudos.A Embrapa afirma que o Brasil tem dezenas de espécies de mandioca, mas nas feiras e mercados encontramos apenas uma. Os moinhos produzem apenas um tipo de farinha, segundo eles com balanceamento médio que permita que com ela se faça pães. Como fazer bons pães sem as farinhas de melhor qualidade? Há na Embrapa alguma pesquisa de melhoramento da farinha de mandioca para uso em panificação? Portanto, esta busca pelo pão de qualidade superior deve ser sim exercitada, mas ela vem revestida de uma ducha de água fria ao percebermos o quanto o mercado está engessado quanto a estes parâmetros. Procuramos ingredientes de qualidade e não encontramos. Recentemente procurei uma das maiores escolas técnicas do país para fazer um curso de pães. O instrutor simplesmente não sabia fazer pães, errou as receitas e teve de ser substituído às pressas. Então, toda esta discussão com relação ao bom pão, fica capenga muito capenga por total falta de bases para uma reflexão que leve efetivamente a resultados, bons resultados.
Poderemos e teremos sim o dever de evoluir muito nesta área no país. No entanto enquanto continuarmos a achar que o melhor pão é o Francês da padaria da esquina e que o melhor hamburguer do mundo é feito com o pão de hamburguer do Mc Donald, francamente, precisamos mesmo é evoluir nossa cultura gastronômica antes de mais nada.De que adianta este discurso de uso da farinha de mandioca em pães se não melhoramos e estudamos a farinha de mandioca para se fazer bons pães? Na gastronomia podemos sim criar sempre coisas novas e boas mas precisamos dispor de ingredientes da mais alta qualidade para tanto.
Temos muito, muito que evoluir.E em áreas onde muitas vezes não temos como operar. Temos simplesmente que aceitar o que o mercado nos oferece.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Petrópolis Gourmet 2010

  
Uma das coisas que tem me proporcionado mais prazer ultimamente, tem sido poder participar de eventos gastronômicos de nível, seja como visitante, bem como palestrante ou  presente com minhas oficinas. Um destes eventos é o Petrópolis Gourmet que este ano volta à tenda do hortomercado em Itaipava para mais uma rodada de grandes acontecimentos com grandes chefs, oficinas para adultos e crianças, debates, degustações em hotéis e pousadas e grandes pratos em restaurantes, com o tema muito atual e apropriado do evento este ano: Orgânicos!
O Flávio Câmara, da Serrana Center, empresa que organiza o Gourmet é uma pessoa antenada, ligada e sabe fazer um evento de nível. Tenho certeza que neste ano teremos muito o que comemorar. Ano passado participei com algumas palestras quando se comemorava o ´Ano da França no Brasil `e foi uma participação muito interessante nesta parceria com o Flávio. Neste ano, virei com 11 atividades no evento dentre oficinas para adultos e crianças, oficinas nas comunidades carentes e ainda estarei participando representando a FMP-FASE, o que muito me orgulha e me chama à responsabilidade. Estarei divulgando os cursos de gastronomia da Profa. Caroline Geoffroy e estarei também divulgando meu primeiro curso de Pães Artesanais na instituição. Será um curso profissionalizante voltado à comunidade, com 120 horas aula e emissão final de certificado aos que cumprirem as exigências para fazer jus ao mesmo.
Na foto acima, oficina de pães integrais durante o IX Petrópolis Gourmet em 2009.
Portanto, vamos prestigiar o evento.
www.petropolisgourmet.com.br